DA ESCOLA AO JEQUITIBÁ: POTENCIALIZANDO ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE ENSINO
Nome: MICHERLLE DA SILVA SIAN DALFIOR
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 29/07/2019
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DALANA CAMPOS MUSCARDI | Orientador |
| MARCELO BARRETO DA SILVA | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DALANA CAMPOS MUSCARDI | Orientador |
| MARCOS DA CUNHA TEIXEIRA | Coorientador |
| OFÉLIA ORTEGA FRAILE | Examinador Externo |
Resumo: A construção do conhecimento não se restringe àquela realizada no interior da
escola. A formação cidadã, prerrogativa da educação básica, implica em abordagens
pedagógicas que dialogam em diferentes espaços, conteúdos e disciplinas. Neste
sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar o potencial pedagógico de espaços
não formais de ensino a partir do diálogo com professores e da ação investigativa
dos alunos, viabilizando a elaboração de material impresso para auxiliar docentes no
uso de espaços não formais de ensino. Para a construção de uma rota para aula de
campo, tomaram-se como referência as árvores Jequitibás (Cariniana legalis), a
percepção dos professores sobre as potencialidades educativas dos ambientes e
dados levantados em visita de reconhecimento. Nesta modalidade de aula, os
alunos puderam desenvolver suas observações, análises e conclusões em relação
às potencialidades educativas dos espaços, resultando em um envolvimento
motivador, desconstruindo a fragmentação dos conteúdos por disciplinas. Além
disso, realizaram entrevistas com os proprietários rurais, tendo como resultado a
percepção da importância do meio para a vida daquelas pessoas, desenvolvendose,
nos estudantes, percepções mais globalizantes e multidimensionais. A partir
dessas vivências reflexivas sobre os temas abordados, foram criadas exposições
fotográficas, construção do mapa da rota, produção de relatórios e demais
atividades como resultado de uma intervenção investigativa na realidade. Na criação
e experimentação da rota, foram observadas mudanças na percepção dos alunos e
professores, no sentido de que não se aprendem apenas conteúdos disciplinares,
mas obtêm-se, através de experiências em outros espaços, uma formação muito
mais ampla, multidisciplinar e intercultural. O material impresso produzido a partir do
mapa da rota, dos conteúdos abordados na aula de campo e outras informações
relevantes torna-se um auxílio para professores de diferentes áreas de
conhecimento na construção de uma relação entre teoria e prática na educação e
evidencia as diversas potencialidades pedagógicas e formativas dos espaços não
formais de ensino, apontando sua importância na formação cidadã dos estudantes.
