ENSINO DE BOTÂNICA EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO NA GRANDE VITÓRIA-ES: UMA PROPOSTA DE GUIA ILUSTRADO COMO POTENCIALIZADORA DA PRÁXIS DOCENTE
Nome: ANA PAULA FANTECELLE JUNGER
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 30/10/2020
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| VIVIANA BORGES CORTE | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CAMILA REIS DOS SANTOS | Examinador Externo |
| ELISA MITSUKO AOYAMA | Coorientador |
| MICHELL PEDRUZZI MENDES ARAUJO | Examinador Externo |
| VIVIANA BORGES CORTE | Orientador |
Resumo: O ensino no Brasil ainda é muito focado na abordagem tradicional, o que acaba por gerar desinteresse e desmotivação nos alunos. Dentro da disciplina de Biologia, o conteúdo que mais sofre com isso é a botânica, preterida por alunos e professores que permanecem em um ciclo de desmotivação que deve ser quebrado. Em virtude disso, esse trabalho tem como objetivo principal oferecer aos professores da educação básica um guia ilustrado e detalhado que ajude no planejamento de suas aulas de botânica e contribua para a motivação e aprendizagem dos estudantes. Essa pesquisa possui abordagem quali-quantitativa e sua natureza procedimental é do tipo pesquisa-ação. Visitas e coletas de dados foram feitas em 13 espaços não formais (ENF) com potencial para o estudo de botânica, situados na região Metropolitana da Grande Vitória. Para completar o guia, 10 sequências de ensino investigativas (SEIs) foram elaboradas como propostas de atividades a serem desenvolvidas nos ENF. A pesquisa baseou-se na opinião dos professores que analisaram o potencial do guia para a utilização em suas aulas, como também em suas visões sobre o ensino de botânica e na aplicação de duas das SEIs em ENF, conforme propõe o guia. Este estudo ratificou a ideia de outros trabalhos que mostram que a botânica é preterida pelos professores, e foi percebido que em grande parte isso acontece devido às escolhas que os próprios docentes fazem. Planejar aulas em ENF não é tarefa fácil, e o professor pode passar por várias dificuldades para que isso aconteça. Os percalços encontrados nas visitas aos espaços confirmam a importância desse guia como ferramenta facilitadora e inspiradora para o planejamento docente. Os professores relataram que utilizariam o guia na elaboração de suas aulas e perceberam o potencial em diminuir o estranhamento com a botânica em virtude do seu uso. As aulas nos ENF oportunizaram o aprendizado sobre plantas em seu próprio ambiente, e as aulas investigativas possibilitaram que esse aprendizado acontecesse de forma autônoma, dando mais protagonismo ao aluno. Os resultados das aulas foram satisfatórios e geraram aprendizado significativo em diversos momentos. Os estudantes se sentiram mais motivados com as aulas em ENF associadas à abordagem investigativa, quando comparadas às aulas tradicionais e a aulas de campo ministradas de outra forma. Esses dados permitem deduzir que a associação entre ENF e abordagem investigativa é promissora para os processos de ensino e aprendizagem e para uma melhor percepção dos alunos acerca dos vegetais.
