DE SABERES ESPONTÂNEOS A CIENTÍFICOS: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DE ENSINO INVESTIGATIVO COMO ESTRATÉGIA MEDIATIZANTE.
Nome: WELIGTON JOSÉ PERUCH JÚNIOR
Data de publicação: 13/08/2022
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CINTHIA LETICIA DE CARVALHO ROVERSI GENOVESE | Examinador Externo |
| MARCOS DA CUNHA TEIXEIRA | Examinador Interno |
| MICHELL PEDRUZZI MENDES ARAUJO | Coorientador |
| VIVIANA BORGES CORTE | Presidente |
Resumo: Um dos maiores desafios para a aprendizagem com significado dos conteúdos curriculares de biologia está relacionado à dificuldade que muitos estudantes possuem de contextualizar a ciência nas mais diversas esferas do seu cotidiano. Tendo em vista essa dificuldade de contextualização, esse trabalho teve como plano a elaboração de uma sequência de ensino investigativa (SEI) mediadora dos conhecimentos espontâneos dos estudantes com o conhecimento científico empregado pela escola, tendo em vista a alfabetização científica dos discentes. Metodologicamente, essa pesquisa é de abordagem qualitativa e configura-se, quanto ao plano de investigação, como um estudo de caso. Para o desenvolvimento da SEI, embasamo-nos nas etapas descritas por Carvalho (2013) e, teoricamente, para potencializar a mediação dos saberes espontâneos à científicos, a fundamentação teórica se deu na perspectiva histórico-cultural de Vigotski e colaboradores. Participaram da pesquisa alunos do ensino médio de uma escola pública localizada em Vila do Riacho, distrito da Orla em Aracruz-ES. Durante a realização da SEI, os estudantes levantaram saberes espontâneos, elaboraram métodos investigativos para concluir se os saberes espontâneos tinham ou não fundamentação científica. A pesquisa foi conduzida durante a pandemia da COVID-19, respeitando os protocolos elaborados pela Secretaria de Estado da Saúde. Os instrumentos para coleta de dados consistiram na observação participante, por meio da vivência e da participação dos estudantes e do docente durante todas as etapas do processo, bem como a partir do questionário de autoavaliação dos estudantes e de avaliação da SEI. Os resultados obtidos desvelam que, quando é proporcionado protagonismo aos estudantes, ao longo do processo de aprendizagem, e quando o professor se reconhece como mediador desse processo, é possível obter uma aprendizagem real dos discentes e a alfabetização científica, a partir dos seus conhecimentos espontâneos e da atividade mediadora como potencializadora da aquisição de conhecimentos científicos.
